quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cláudio Bersi: O Cronista de Penha

Cláudio Bersi: O Cronista de Penha
18/07/2010
 
Excetuando Beto Carrero, Cláudio Bersi de Souza é a única pessoa de Penha a figurar na “wikipedia”, a enciclopédia eletrônica mundial. Nenhum prefeito teve essa honraria, mas o ex-marinheiro e ex-comerciante entrou para a História se tornando o maior escritor do município. São até agora 21 livros publicados, além de inúmeras participações em jornais locais e amizades com figuras importantes da cidade onde exerce alguma influência. Bersi também é o autor do “Canto de Amor à Penha”, o hino oficial da cidade.

O primeiro romance, “Um Beijo na Tempestade”, apareceu em 1984, mas sua gestação foi longa: “Comecei a escrever por volta de 1962. Eu lia muito quando estava embarcado, romances de Machado de Assis, José de Alencar, os clássicos da literatura brasileira. Muitas histórias se passavam no Rio de Janeiro, na Rua do Ouvidor. Quando eu desembarquei na cidade, fui na Rua do Ouvidor, e acabei entrando numa papelaria, onde comprei um caderno de capa grossa. Foi nele que comecei a escrever”, conta Cláudio Bersi.

Em 1966, Bersi saiu da vida de embarcado para se tornar comerciante, mas ainda assim o livro demorou para nascer. “Mais do que escrever, o que demorou mesmo foi descobrir os macetes de como publicar. Datilografei os manuscritos, e fui atrás de editoras, até que acertei com a Lunardelli, em Florianópolis”, explica.

Para Bersi, uma das maiores emoções foi ver o primeiro livro impresso: “O editor Lunardelli ligou para mim para dizer: ‘O seu filho nasceu’. Por isso é o meu livro preferido”, diz.

A eles se seguiram outros romances como “Uma Luz na Solidão” (1888) e “Muralhas da Água” (1992), este último laureado com menção honrosa num prêmio literário nacional. Em 1995 Bersi começou a desenvolver outra faceta, a de historiador. Escreveu pelo menos três livros abordando a história de Penha: “Penha: A história para todos”, “Penha: A Nova Era” e “Penha: 50 anos de história”. Atualmente esses livros são as bases para o ensino da história da cidade nas escolas municipais.

Além de escrever, Bersi também foi muito envolvido na comunidade de Penha. Eleito vereador na segunda legislatura, em 1963, mesmo depois, sem cargo político propriamente dito, travou conhecimento e amizade com vários personagens importantes da história da cidade.

Na década de 70, articulou apoio do governo do estado a projetos do então prefeito Eugênio Krause, graças a amizade com o secretário de obras de Santa Catarina, Paulo Aguiar. Depois, com a vinda do empresário Sérgio Murad, o comércio do Seu Cládio, o “Supermercláudio”, foi o primeiro fornecedor do Beto Carrero em Penha.

Bersi também ajudou a articular e trazer shows para a festa de São João em Armação. “Tônico e Tinoco ficaram na minha casa”, conta. Foi nesta ocasião, em 1981, que ele deu sua primeira entrevista para a imprensa, que fez uma ampla cobertura do show antológico na Armação. “Atraiu gente de toda a região”, diz Cláudio.

Atualmente, Bersi tem se dedicado bastante a linha de “auto-ajuda” nos seus escritos. São pequenos livretos onde confecciona pensamentos e conselhos. A idéia nasceu logo após o final do “Versátil”, suplemento que publicava no Jornal do Comércio, em Balneário Piçarras. “Eu criei muitas coisas para o Versátil, inclusive horóscopo. Então como aquelas frases cabiam para qualquer pessoa, e eram de pensamentos positivos, resolvi transformar em livrinhos, onde cada frase é uma página. É um formato barato e fácil de ler”, comenta.
(FONTE: http://www.beiradapraia.com.brindex.asp?id_pag=89&
Um grande sucesso editorial, um destes livrinhos, “Fale Comigo”, já está na 6ª edição. Além da auto-ajuda, Bersi também se enveredou para a literatura infantil. O livro “Meu Amanhã” tem sido um sucesso junto as crianças das séries primárias das escolas de Penha. Atualmente, o escritor está trabalhando num roteiro para um documentário sobre Beto Carrero.

(FONTE: http://www.beiradapraia.com.brindex.asp?id_pag=89&id_not=3113)

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